Fiquei aliviado ao ver que o Paraná começou a quitar suas contas com os jogadores. Fevereiro e março pagos, abril pendurado. Foi o suficiente para garantir que o time comece a Série B ligado, mas ainda não dá para ficar tranquilo.
Se a Segundona tem uma verdade é: time que atrasa salário é candidato sério a cair. Vira um fator de desequilíbrio em uma campeonato em que o nível é tão parelho. Ainda mais no caso do Paraná, que tem um elenco na média da competição.
O panorama fora de campo evidencia que a paz será breve. Aquilino Romani falou até em renúncia. Duvido que leve adiante, seria o fim da trajetória dele dentro do clube e levaria o Paraná definitivamente a um patamar inferior. Mas só o fato de se cogitar essa hipótese já é sintomático.
Romani ficou sozinho na direção do clube. Contava com o apoio da tal revolução paranista, que não passou de um engodo. Lembro do pomposo almoço de apresentação, cheio de promessas que diante de qualquer questionamento mais sério se tornavam vazias. Lembram da história de conseguir investidor para o futebol que topasse não receber participação nos direitos dos jogadores?
Desde o início a revolução soou muito mais como um conselho de anciãos, muito mais disposto a vomitar ideias “iluminadas” do que colocar a mão no bolso ou na massa. E hoje o que o Paraná menos precisa são ideias baseadas em um futebol de 20 anos atrás.