Bola no Corpo

No futebol és um traço…

Hoje tem Atlético x Vasco na Arena. O rei do 1 x 0 contra o rei do empate, o que leva à conclusão de que, caso o jogo fosse no fim de semana, valia cravar um duplo na loteria. No caminho para casa, ontem excepcionalmente cumprido de metrô, comecei a lembrar de alguns episódios comuns das duas equipes. Claro, tem jogos, mas também personagens s e até camisa. Espero que gostem. Prometo repetir o formato outras vezes.

8 – Rubro-negro e cruz-maltino

É uma camisa de matar qualquer vascaíno do coração, fazê-lo acreditar que o Juízo Final chegou e ele foi para o inferno. Um modelo único de camisa usada pelo Atlético nos anos 70, igual à do Vasco, mas com as cores do Furacão – e do Flamengo.

7 – Petraglia x Eurico

Dessa não há registro fotográfico ou em vídeo, apenas o testemunho dos principais dirigentes de clube do Brasil. Em 2004, os presidentes de Atlético e Vasco discutiram rispidamente em uma reunião do Clube dos 13 sobre formas de gestão. O bate-boca por pouco não virou troca de socos.

6 – Roberto Costa

Um dos maiores goleiros do Brasil nos anos 80 foi ídolo na Baixada e em São Januário. Em 1983, levou a Bola de Prata com a camisa 1 atleticana. Em 1984, repetiu a dose com a camisa 1 vascaína. Nos dois anos faltou o título para coroar a ótima performance individual.

5 – Atlético 6 x 4 Vasco

Já em situação confortável no Brasileiro, o Atlético olhava com um pouco mais de atenção para a Sul-Americana quando recebeu o Vasco, para o jogo com maior número de gols na história da Arena. Curiosidades: o jogo teve duas viradas para cada lado; Paulo Rink foi titular; Marcos Aurélio e Andrade, ambos hoje no Coritiba, foram os artilheiros da partida, com dois gols cada.

4 – Eurico entra em campo

Em 2001, o Brasil sofreu um apagão e passou a fazer racionamento de energia elétrica. O futebol foi afetado, vários jogos passaram a começar às 14 horas, para não consumir luz artificial. Este deveria ser o horário de Vasco x Atlético do dia 26 de agosto de 2001. Mas Eurico Miranda não quis. Entrou em campo e avisou ao árbitro Wilson de Souza Mendonça que o jogo começaria às 15 horas. Wilson baixou a cabeça. O Atlético, que já aquecia, voltou para os vestiário atônito. Quando a bola rolou, 4 a 0 para o Vasco.

3 – Antônio Lopes

O maior título da história do Vasco teve Antônio Lopes no banco. E no jogo mais importante que o Atlético já disputou também era o Delegado quem dava as ordens. Merece o terceiro lugar.

2 – 2004

Para o Atlético, valia o bicampeonato nacional. Para o Vasco, a permanência na Série A. Na penúltima rodada do Brasileiro de 2004, os dois times se enfrentaram em São Januário em clima de guerra. Eurico Miranda inflamou o confronto durante toda a semana, com provocações e uma promoção de ingressos para lotar o estádio. Boa parte da torcida atleticana ficou presa na Avenida Brasil e nem viu o jogo. Em campo, um Atlético irreconhecível levou 1 a 0 do Vasco e jogou o título no colo do Santos.

1 – Atlético 7 x 2 Vasco

Renato Gaúcho, técnico do Vasco, deu a melhor definição para o massacre rubro-negro no Brasileiro de 2005: “Hoje até uma mulher grávida faria gol na gente”.

This entry was published on 6 de outubro de 2010 at 14:37. It’s filed under Vai ganhar o motorádio and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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