Alex Mineiro falou pela primeira vez desde a sua saída do Atlético. Foi para o Osmar Antônio, em entrevista veiculada domingo à noite pela Banda B. Três pontos me chamaram a atenção:
1 – Alex Mineiro diz ter tirado 200 mil reais do bolso para ajudar a pagar o seu empréstimo ao Atlético, ano passado. Denota a consciência do jogador de que não havia mais espaço para ele no Grêmio, mas também uma vontade incomum de voltar para a Baixada. O episódio, se for real, só fará reforçar a idolatria dos atleticanos pelo atacante;
2 – Claramente Alex vê Carpegiani como o grande vilão da sua saída, o cara que disse que ele não servia mais. Não vou entrar no mérito da história de Alex no Atlético, que é belíssima e inabalável. Mas treinador não pode se apegar a isso. Tem de ver o quanto o jogador pode ser útil para o time e Alex Mineiro claramente era um peso no elenco rubro-negro. Carpegiani pensou com a cabeça de técnico e fez o que deveria fazer;
3 – Alex também reclamou de Marcos Malucelli, que não interveio quando Carpegiani o afastou. Concordo em partes. Se o afastamento foi técnico, dirigente nenhum tem que se meter, não é da alçada do presidente. Mas Malucelli deveria ter cuidado para que a saída de Alex Mineiro fosse condizente com o que ele fez pelo Atlético. Nisso, o cartola-mor da Baixada errou.
E o pior de tudo é ver que há grandes possibilidades de a história entre Alex Mineiro e Atlético, tão especial dentro de campo, acabar nos tribunais. As duas partes poderiam fazer uma força para evitar este desgaste.
