O Internacional vendeu Giuliano para o Dnipro, da Ucrânia. A Zero Hora de hoje fala em 10 milhões de euros. 2,69% deste valor será repassado ao Paraná Clube, via mecanismo de solidariedade. Quase uma esmola, quantia que explicita a série de maus negócios feitos pelo Tricolor envolvendo a sua maior revelação desde Lúcio Flávio (o Pelé Branco).
Matéria de agosto do ano passado, escrita pelo chapa André Pugliesi e publicada pela Gazeta do Povo, põe na ponta do lápis a perda gradual, a preços de ocasião, de parcelas de Giuliano, até restar ao Tricolor apenas o mecanismo de solidariedade, sistema de indenização criado pela Fifa. O cálculo é o seguinte: 5% do valor da negociação é dividido proporcionalmente entre os clubes que o jogador defendeu dos 12 aos 23 anos.
Giuliano esteve na Vila Capanema dos 12 aos 18. Regra de três aplicada, arredondamento para duas casas depois da vírgula, ficam 2,69% para o Tricolor, ou algo em torno de 270 mil euros.Pela cotação de hoje, são R$ 607 mil. No total, o Paraná arrecadou em incontáveis parcelas sazonais R$ 4,1 milhões com Giuliano. Um valor pequeno diante do talento do jogador. Mais uma prova incontestável do desleixo e do desespero que marcam há alguns anos a administração paranista.
E mau negócio para o jogador que, se fosse segurado mais um pouco, poderia jogar em alguma equipe mais perto do “centro futebolístico” da Europa.
Também acho um desperdício um talento como o Giuliano ir jogar na Ucrânia.