Bola no Corpo

FAQ do Paratiba

O superfavoritismo do Coritiba, apregoado inclusive aqui neste blog, desfez-se no gramado molhado da Vila Capanema. Não apenas por causa da chuva, claro, embora ela tenha dado sua contribuição. Como também ajudaram Jéci, Marcelo Oliveira, Rafinha, Roberto Cavalo, Tito e muitas outras situações de um clássico ruim tecnicamente, mas gostoso de assistir, com os dois times tendo até o apito final de Héber Roberto Lopes a chance de ficar com a vitória. No fim, o favoritismo alviverde encolheu tanto que o Paraná acabou merecendo mais a vitória do que o rival. Neste post, um FAQ ajuda a entender o 12º Paratiba da Vila Capanema.

A chuva teve influência no jogo? Sim. O Coritiba depende do toque rápido de bola para chegar ao gol adversário, situação prejudicada pelo gramado molhado.

 

Jéci afundou o Coritiba ao ser expulso? Não afundou, mas deixou à deriva. Com um a menos, Marcelo Oliveira transformou Jonas em zagueiro e perdeu saída pelo lado direito. E preste atenção no gol do Paraná. Quem deveria estar ali onde Tito recebe, ajeita e chuta? Sim, Jéci.

 

Mas o Jéci mereceu ser expulso? Mereceu o cartão amarelo no lance da expulsão. O problema foi no primeiro cartão amarelo, injusto. Mas, no ritmo que estava a partida, mais cedo ou mais tarde o zagueirão seria expulso.

 

O gol de Eltinho foi legal? Foi. Luís Carlos ainda não havia dominado a bola quando o lateral-esquerdo bateu nela.

 

Quando o Paraná começou a dominar o jogo? A partir do intervalo, quando Roberto Cavalo trocou Serginho por Paulo Matos. Com um atacante aberto pela esquerda, passou a explorar o buraco aberto com o reposicionamento de Jonas. Com um atacante aberto pela direita, obrigou Eltinho a marcar mais e atacar menos.

 

Não estava na cara que o Rafinha seria expulso? Sim, estava. Rafinha foi expulso algumas vezes por indisciplina e ontem não foi diferente. O meia estava irritadiço, reclamando de tudo. Era uma bomba-relógio prestes a explodir e Marcelo Oliveira não viu isso.

 

A expulsão de Javier Mendez foi justa? Sim. Carrinho por trás é para ser punido com vermelho. Mas tenho certeza de que o fato de o Coritiba já estar com nove influenciou o subconcsiente de Héber Roberto Lopes.

 

O ímpeto paranista diminuiu com a expulsão? Um pouco. O Paraná era melhor viraria o jogo no 11 x 9. Com um a menos de diferença, o Paraná perdeu seu único jogador de marcação e deu espaço para o Coxa atacar. No fim, os dois times tiveram boas chances de ganhar o jogo.

 

E o que aconteceu com todo aquele superfavoritismo do Coritiba? O Coritiba tem dois caminhos para chegar ao gol inimigo: troca rápida de passes e bola aérea. Com chuva, fica difícil trocar passes. O gol saiu de bola aérea. Contribuíram também as expulsões e a demora de Marcelo Oliveira em reagir corretamente às novas situações do jogo. Resumindo: o técnico demorou para mexer e quando mexeu, fez errado.

 

Então dá para apostar nesse time do Paraná? Dei a mim mesmo o prazo de cinco jogos para avaliar o Tricolor. O clássico mostrou que tem jogador útil ali, casos de Tito, Rafael Vaz, Henrique e o já conhecido Luiz Camargo. Mas clássico é diferente, a motivação é outra. Não dá para achar que você vai ganhar na vontade do Arapongas, do Cascavel e outros times do interior. Precisa de qualidade. E isso ainda não dá para cravar que esse Paraná tenha.

This entry was published on 24 de janeiro de 2011 at 12:50. It’s filed under Por dentro dos fatos..., Uncategorized, Videogol and tagged , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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