E como se já não bastasse o fogo muy amigo entre Roberto Cavalo e Paulo César Silva, o Paraná ainda recebeu a notícia de que a L.A. Sports pediu a penhora do dinheiro referente à venda de Kelvin para quitar uma dívida da negociação de Thiago Neves, há quase cinco anos. Como nas piadas de médico, a história segue com uma notícia boa e outra ruim. A boa é que a Justiça recusou o pedido; a ruim é que foi porque o dinheiro já está comprometido para quitar uma dívida com o Vitória.
Antes de mais nada, é bom esclarecer que o pedido de penhora não é certeza de que o Paraná vá perder o dinheiro de uma negociação de Kelvin. É apenas uma garantia de que a dívida será paga. No caso da ação do Vitória, o motivo é um débito de R$ 2 milhões, referente a uma negociação de Flávio Guilherme em 2003. O clube baiano considerou-se lesado; entrou na Justiça; pediu uma garantia de que receberá o que julga ter direito; sugeriu a receita da venda de Kelvin por considerar que é a melhor possibilidade de arrecadação a curto prazo na Vila Capanema; a Justiça acatou e R$ 2 milhões da negociação vão como garantia assim que ela ocorrer.
Isso ajuda a explicar por que o Paraná se empenhou tanto em não receber agora a multa rescisória de Kelvin. Empurrando o negócio para o meio do ano, ganha fôlego para quitar a dívida com o Vitória, tentar um acordo ou alguma outra solução.
O mais curioso na história é o motivo da ação da L.A. Sports, a negociação de Thiago Neves. A transação, conduzida pelo ex-presidente José Carlos de Miranda e com a participação do empresário Léo Rabello, foi o estopim da saída do Professor Miranda do clube e deixou um furo de R$ 700 mil reclamado pela antiga parceira. Aquilino Romani estava naquela diretoria, como vice-presidente de esportes sociais. Curioso que a dívida que por algum motivo ele não viu nascer debaixo do seu nariz e dos demais vices volte para seu colo como uma bomba-relógio.
…Paraná já nasceste gigante… (e agora?)