Nem vou entrar no mérito do valor supostamente pedido por Paulo Roberto Falcão para treinar o Atlético. Mesmo que custe 10% dos R$ 500 mil citados por esta Gazeta do Povo, ele será caro.
Falcão não treina um time há uma década e meia. Seu breve currículo ajuda a explicar tamanha ausência. Sua única referência profissional é ter dado a primeira chance aos tetracampeões Mauro Silva, Márcio Santos e Cafu na seleção. Contratar Falcão é uma excentricidade comparável a trazer Lothar Matthäus, bom de marketing, mas ruim de banco de reservas. Duvido que algum atleticano tenha saudade do estrago feito pelo alemão.
Este é o começo da coluna de hoje na Gazeta do Povo, atualizada no fim da tarde de segunda-feira, com a confirmação de que o Atlético está, sim, interessado em Paulo Roberto Falcão, algo que Nadja Mauad já havia informado sexta-feira, na CBN. Como fica claro nos dois primeiros parágrafos, acho fria, uma versão dublada de Lothar Matthäus. Mais adiante, falo de Bill e Paulo Baier. Como de costume, leiam lá, comentem aqui no blog ou aqui no e-mail da coluna.

Permita-me discordar totalmente de sua opinião. Embora ambos sejam grandes craques do passado que não tinham (ou têm) experiência como treinador, tem dois pontos que são fundamentais e você não analisou.
O primeiro é o fato de Falcão ser brasileiro, falar a língua, ser do Sul, etc. A adaptação não existe, ele já está adaptado à cultura. É só mandar o homem trabalhar.
A segunda é sobre o Matthaus. Ele não veio. Analisar sua vinda do ponto de vista da evolução técnica/tática do time, é no mínimo temerário. Já que o cidadão ficou um mês aqui, e zarpou fora. Será que teria sido um desastre se ele tivesse ficado o ano? Ninguém sabe.
Por essa e outras que eu acho que o Atlético está mais do que certo de trazer o Falcão. É uma aposta, como foi o Sérgio Soares. Não trazê-lo e trazer algum dos outros desempregados (PC Gusmão, Mestre Geninho, Silas, etc) é ficar apostando moedinha no caça-níqueis, ao invés de começar a ganhar corpo para participar da mesa principal do poker.