Bola no Corpo

Falcão subiu no telhado

Estou a caminho do Shopping Eldorado, para assistir Cisne Negro e depois destrinchar uma costela de porco do Outback, mas antes passo aqui para dar meu pitaco sobre o não acerto entre Atlético e Paulo Roberto Falcão. Segundo Ênio Fornea, me informam os sites, as partes não chegaram a um acordo sobre valor de salário e prazo de contrato.

 

Uma pessoa muito mais bem informada do que eu (se ela, a pessoa, deixar, eu cito o nome) me disse durante a semana que o Atlético queria pagar R$ 200 mil, mas no pau da goiaba chegava a R$ 250 mil. O prazo desejado por Falcão, de acordo com a imprensa gaúcha, era de dois anos. Nos dois casos, deve ter pesado a longa ausência de Falcão do banco de reservas.

Vale investir mais de R$ 250 mil por mês em alguém que não treina um time há 15 anos? Vale prender-se a esse profissional por dois anos, em três meses ele provar que não vai dar certo e ficar com uma multa milionária para pagar? O Atlético se fez essas duas perguntas e certamente respondeu: não. E ponho na condicional porque não falei com ninguém. Estou apenas juntando os pontos e deduzindo, mas é difícil o raciocínio ter fugido disso.

 

Já escrevi aqui durante a semana. Achava Falcão uma fria, mesmo que fosse para ganhar R$ 50 mil. Causaria um grande impacto, mas depois jogaria o Atlético em uma imensa incerteza.

 

Incerteza, aliás, que marca a escolha a partir de agora. Silas passa a ser o número 1 da lista.  Vem por bem menos dinheiro que Falcão, mas saiu dos dois últimos clubes em meio a problemas com o elenco. Sérgio Soares saiu, entre outras coisas, porque nunca teve o grupo nas mãos. Trazes Silas é assumir risco idêntico. Não que Silas não possa voltar a treinar ninguém, sua carreira esteja desenganada. Mas é melhor ele recomeçar por um vestiário mais tranquilo, com menos boleirões.

 

PC Gusmão eu me recuso a comentar. Estranho que alguém ainda se iluda com ele. Geninho voltou à lista. Tem uma baita história no Atlético, mas a sua última passagem não deixou saudade. Ok, salvou o time do rebaixamento. Mas insistiu em um elenco frágil, que novamente levou o Atlético à porta da Segundona.

 

Há outras opções e o Atlético deve estar revendo todas, inclusive aquelas descartas anteriormente. Só espero que essa “subida no telhado” do Falcão tenha desfeito o princípio tolo pregado por Ocimar Bolicenho, de que o novo técnico tem de causar impacto, não importa o currículo. Contratar um técnico com bom currículo aumenta a chance de ele ter o impacto que realmente conta: vitórias e títulos.

 

E vamos ao cinema…

This entry was published on 12 de fevereiro de 2011 at 18:52. It’s filed under Por dentro dos fatos... and tagged , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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