Bola no Corpo

A careta mais bonita do Brasil

Lela não estará em São Januário hoje. Também não irá ao Couto Pereira quarta-feira que vem. Assistirá de sua casa, em Bauru, à decisão que opõe o clube em que viveu o melhor momento da sua carreira àquele em que joga um de seus filhos. Nem precisa ser gênio para saber que Lela torcerá muito mais pelo Vasco de Alecsandro do que pelo seu Coritiba. A relação do Careta com o Coxa é histórica, com direito ao título mais importante dele e do clube, mas filho é filho, não há discussão quanto a isso.

Tomar cuidado com o filho de Lela é uma das várias coisas em que o Coritiba precisará prestar atenção hoje. Alecsandro já fez gol contra o Coxa em Copa do Brasil, dois anos atrás, pelo Internacional, lá no Beira-Rio. Como sempre, o mais importante é impedir que a bola não chegue nele. Virá principalmente de Bernardo e de Diego Souza, pois Allan e Márcio Careca são laterais marcadores, não de apoio. Tarefa para Willian (ou seu substituto) e Léo Gago. De preferência sem falta, pois as bolas paradas de Bernardo são uma ótima arma para o Vasco.

 

Com a bola no pé, o Coxa precisará resolver sua saída de jogo. Leandro Donizete e Léo Gago formam uma dupla afinadíssima, daquelas que parecem jogar junto há anos. As opções são incompletas. Willian marca bem e apoia mal. Marcos Paulo apoia bem e marca mal. Dejair é uma incógnita enorme. Pode até ser bom jogador (não o vi o suficiente para fazer uma análise correta do seu futebol), mas o principal é ver como ele reagiria a um jogo tão importante.

 

Já vi Pepo ser colocado em jogo decisivo por Antônio Lopes e afundar. Mas também já vi Dirceu, escalado por Dorival Júnior, correr e jogar tanto em um Atletiba valendo taça que ele precisou de algumas semanas para recuperar-se do esforço muscular. Cheguei até a pensar na possibilidade de o Jonas ser escalado de volante, posição dele, com a entrada do Maranhão na direita. Mas isso aparentemente está descartado.

 

Acertar essa transição é fundamental para o Coritiba impor velocidade ao seu ataque, algo muito benvindo para enfrentar um time que joga um futebol cadenciado naturalmente. E hoje, sem Éder Luís, o Vasco estará muito mais para a velocidade Canal 100.

 

Fora isso, me preocupa como o Coritiba será recebido em São Januário. O Vasco não hesita em usar seu alçapão em um sentido bem perverso, trancando ou pintando vestiário e permitindo a livre circulação de quem não tem nada a ver com o jogo. A imprensa também deve sofrer. Não custa lembrar que o Edilson de Souza narrou Vasco x Atlético do meio da torcida rubro-negra, enquanto Cristian Toledo fez os comentários de trás do gol, à beira do gramado. E naquela partida havia apenas uma emissora de Curitiba. Hoje a delegação é bem maior.

 

Dificuldades à parte, dentro e fora de campo, o Coritiba tem tudo para estampar uma careta no rosto hoje à noite. Uma careta tão alegre quanto as feitas pelo Lela para indicar o caminho do título brasileiro de 1985.

This entry was published on 1 de junho de 2011 at 10:37. It’s filed under Por dentro dos fatos... and tagged , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.