Seguindo a minha própria assessoria de imprensa, a segunda parte da coluna desta terça, na Gazeta do Povo. Dedico dois tópicos à Arena. O primeiro, a falar do que a OAS quer do Atlético e do que o Atlético se dispõe a dar à OAS. O segundo, de um questionamento pertinente e incômodo que Petraglia precisa responder antes de botar a mão no bolso filantropicamente para ajudar o clube a ter sua casa na Copa de 2014.
Arena
A aguardada reunião do Conselho Deliberativo do Atlético, hoje, deve ter o caráter muito mais de exposição de soluções para a Arena na Copa de 2014 do que de decisão. A diretoria levará aos conselheiros todas as propostas recebidas de diferentes construtoras. Aquela que deve levantar mais questões e tem maior possibilidade de ser executada é a da OAS, costurada durante a semana passada.
O impasse está no que o Atlético cederá para a construtora. Cessão de naming rights, da administração do estádio, de espaços para eventos da OAS e mesmo do antigo terreno do colégio já foram cogitados como moeda de troca. O clube, por ora, admite apenas ceder o naming rights do estádio e do CT do Caju. O raciocínio é de que não vale a pena abrir mão de mais coisas por um estádio que está 75% concluído. A diferença entre o que a OAS pedir e o Atlético ceder pode ser coberta em obras dos governos estadual e municipal em geral, dentro do que a legislação permite.
Negócios
No começo do ano passado, entrevistei Mario Celso Petraglia para a Gazeta. Entre diversos temas, perguntei como ele pretendia participar da operação Copa pelo País. Segue a resposta: “Tenho minha origem empresarial. Nosso grupo pode fornecer grandes equipamentos para estádio. Por exemplo, nós temos uma das maiores fábricas de estrutura metálica do país, que fez até para o Atlético. Estamos sintonizados em função dos investimentos que a Copa trará para o Brasil nessas 12 cidades e seus reflexos. É nisso que estou voltado, para ver se sobram alternativas de negócios para o nosso grupo.”
Durante a apresentação da sua proposta para conclusão da Arena, hoje, diante do Conselhão, é muito bem-vindo que Petraglia explique o quanto suas empresas participariam de uma obra na Arena sob seu comando.
