Duas leituras imediatas da derrota do Coritiba por 1 a 0 para o Vasco. 1) O placar corresponde à competência das equipes em por a bola na rede, mas não a o que fizeram em campo; o empate seria mais justo. 2) Fazer 2 x 0 no Couto Pereira é perfeitamente possível, título em aberto.
Fiquei impressionado com o nervosismo dos dois times. Ok, final tem um peso especial. Mas os jogadores pareciam estar diante da última chance de suas vidas de ganhar um título importante. A bola queimava nos pés. Quem conseguiu se acalmar levou vantagem. Foi assim com Rafinha, depois Felipe, então Bill, Diego Souza e… parou por aí. Os quatro, mais os dois goleiros, Dedé, Willian e Emerson foram os únicos a tratar a bola com o mínimo de decência no primeiro tempo. 0 x 0 não foi placar, foi nota.
O segundo tempo nem bem começou e o Vasco já fez 1 a 0. Acabei de rever o gol, em busca de alguma explicação. Willian talvez pudesse ter matado a jogada, Lucas talvez pudesse ter cortado o cruzamento, Emerson podia ter ganho na cabeça do Alecsandro. Mas é injusto culpar alguém do Coritiba, o mérito do gol foi todo do Vasco.
Culpa, sim, o Coxa teve do que se viu a seguir. O time limitou-se a assistir um Vasco que, se tivesse melhores jogadores, mataria o confronto nos dez minutos seguintes ao primeiro gol. Período de domínio carioca, apatia paranaense.
Então o Coxa se rearrumou. Avançou o time, aproximou os volantes dos meias e os meias dos atacantes. Marcelo Oliveira ajudou. Forçou o fim da ligação direta ao trocar Bill por Leonardo, deu velocidade com a entrada de Geraldo e estabilidade ao apostar na dupla Willian e Marcos Paulo. Um Léo Gago mais inspirado, um Leonardo mais atento ou um Fernando Prass menos intransponível bastaria para o Coritiba chegar ao empate. Nada disso aconteceu e o Coritiba leva para casa a necessidade de fazer 2 a 0.
Para isso, algumas coisas são fundamentais. A começar por Léo Gago e Davi voltarem a jogar, algo que não fazem desde o 6 a 0. Passa por escolher bem o substituto do suspenso Anderson Aquino, que pode até ser um Leonardo com mais mobilidade, acabando com o isolamento de Bill. E tem a ver com a consciência de que é provável que o time precise marcar três gols para ser campeão, pois com Éder Luís de volta o Vasco recupera o contra-ataque que não deu chance alguma ao Avaí na Ressacada.
Mas depende demais de o Coritiba se acalmar. A série de 24 vitórias foi construída com muita paciência e precisão no momento de conquistar a área adversária e chegar a gol. Marcelo Oliveira tem uma semana para reencontrar a fórmula do calmante que fez o seu time, hoje nervoso, tão vencedor no semestre.
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Não posso deixar de registrar a presença maciça da torcida do Coritiba em São Januário. Durante o dia, vi vários tuítes com fotos de coxas pelas ruas do Rio. Durante o jogo, em diversos momentos a única torcida que se ouvia era a do Coxa. Festa belíssima.
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Até quando a imprensa será tão maltratada em São Januário? Hoje foi a vez a 91 Rock, expulsa da sua cabine porque o Vasco precisava dela. É brincadeira!
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Cinco emissoras de rádio estiveram em São Januário. Fora a RPC TV, a Rede Massa, a Gazeta, o GE.com, o JE, o Robson De Lazzari no SporTV e o expatriado Rubens Pozzi na ESPN. Uma noite histórica para a imprensa paranaense.
