Filed under Minha planilha que não falha

A demissão de Ricardo Pinto e a fábrica tricolor de técnicos

A demissão de Ricardo Pinto vem na hora errada. Errada porque já deveria ter ocorrido antes. Ricardo ainda precisa ganhar mais experiência antes de pegar um rabo de foguete como o Paraná atual. Deveria ter sido trocado logo após o Paranaense. Poderia ser pior. O clube poderia levar um turno inteiro para se convencer da aposta ruim, mas de qualquer maneira já perdeu três rodadas.

Continue lendo

Etiquetado , ,

A matemática de resultados das obras da Copa

O Ministério do Esporte publicou nesta sexta-feira um levantamento sobre em que pé estão as obras nos 12 estádios para a Copa de 2014 e fez uma projeção de quando eles ficarão prontos. Demorou para ser apresentado algo do gênero. Há duas semanas estava engasgada na garganta do governo a capa da Veja que previa a conclusão de alguns estádios somente para 2038.

Continue lendo

Etiquetado , ,

Mais uma migalha por Giuliano

O Internacional vendeu Giuliano para o Dnipro, da Ucrânia. A Zero Hora de hoje fala em 10 milhões de euros. 2,69% deste valor será repassado ao Paraná Clube, via mecanismo de solidariedade. Quase uma esmola, quantia que explicita a série de maus negócios feitos pelo Tricolor envolvendo a sua maior revelação desde Lúcio Flávio (o Pelé Branco).

Continue lendo

Etiquetado ,

Neto faz aposta de risco ao ir para a Fiorentina

Já estava no ar o post de ontem sobre Manoel e Kelvin quando apareceu a informação que o goleiro Neto não queria continuar no Atlético. O roteiro era, em regra, o mesmo: proposta irrecusável, muito dinheiro para a cabeça do moleque, necessidade de valorização etc . Só não teve a irresponsável ameaça de cabular a reapresentação. Hoje, Neto fechou com a Fiorentina, por 3,5 milhões de euros. Escolheu trocar a condição de ídolo precoce do Atlético, com carreira recém-iniciada na seleção brasileira, por uma aposta de risco na Itália. Neto terá três meses – os três primeiros meses vivendo em um novo país, com cultura, idioma e companheiros diferentes – para definir se passará os próximos anos esquentando banco ou efetivamente jogando na Fiorentina.

Continue lendo

Etiquetado , , ,

Já que esculhambou de vez…

Com todo o respeito às várzeas e às zonas do Brasil, a várzea do recall dos títulos do passado virou uma zona. Manuel da Lupa, presidente da Portuguesa, quer ver os dois Rio-São Paulo vencidos pelo clube em 1952 e 1955 serem elevados à condição de Brasileiro. Isso, você pega um regional e transforma em nacional.

Não espalhem, mas o primeiro a contar essa piada foi o Ubiratan Leal, vizinho de bancada aqui na revista ESPN e responsável pelo Balípodo, linkado na lista aí do lado. Luís Augusto Símon, o Menon, vizinho da esquerda da mesa, gostou do chiste e passou adiante, no blog da firma. Todos rimos, pois a coisa toda não é para ser levada a sério, ou não deveria. Manuel da Lupa gostou da ideia e agora transformou em bandeira.

Pois já que é para esculhambar, acho que os times paranaenses também podem mandar remanufaturar alguns títulos. Bem conversado, sairemos da CBF com mais quatro conquistas nacionais. Vejamos.

Torneio dos Campeões

Em 1968, primeiro ano de Robertão, a CBD realizou torneios regionais, Centro-Sul e Norte-Nordeste. O Grêmio Maringá venceu o Centro-Sul e partiu para o duelo com o Sport. Despachou o Leão com duas vitórias por 3 a 0. O próximo passo era enfrentar o Santos, campeão da Taça Brasil. Empates por 1 a 1 e 2 a 2 e o Peixe desistiu do jogo-desempate, pois havia agendado amistosos no exterior.

O Galo foi automaticamente classificado para pegar o Botafogo, campeão do Robertão, valendo o título do torneio e vaga na Libertadores de 1969. Mas antes de a bola rolar para o primeiro jogo, a CBD desistiu de mandar brasileiros para a Libertadores. O Fogão desinteressou-se pela disputa e aceitou dar o troféu para o Galo. Um título nacional legítimo, com direito a triunfos sobre dois dos grandes títulos da época.

Torneio do Povo

A lógica era simples: o time mais popular de cada um dos seis estados mais fortes do futebol brasileiro. Um paulista, um fluminense, um gaúcho, um mineiro, um paranaense e um baiano. A primeira fase era um hexagonal e a fase decisiva, um quadrangular, ambos em turno único. Em 1973, na terceira edição do torneio, o Coritiba derrotou o Flamengo duas vezes, bateu o Corinthians em outra oportunidade e derrotou o Atlético-MG em Minas. Fechou a campanha na Fonte Nova, contra o Bahia, com um empate por 2 a 2. Mais um título nacional legítimo.

Febrafu

Para ocupar o calendário das equipes eliminadas do Campeonato Brasileiro de 1997, a CBF e o SBT organizaram o Festival Brasileiro de Futebol. O torneio foi quase todo realizado em Campo Grande. Contou com o São Paulo, então bicampeão mundial e sul-americano; o Corinthians, que venceria os dois brasileiros seguintes; o Botafogo, campeão nacional de 1995, entre outros.

O Coritiba venceu os três jogos da primeira fase, contra Rio de Janeiro (hoje CFZ), Vitória e São Paulo. Do outro lado avançou o Botafogo. O Coxa conseguiu levar o jogo para o Couto Pereira. E após um eletrizante 3 a 3, conquistou o título nos pênaltis, por 7 a 6. Aliás: por que o Coxa gosta de conquistar títulos nacionais empatando, hein? Enfim, mais um título nacional legítimo.

Seletiva

Dois anos depois do Febrafu, a CBF mais uma vez decidiu ocupar o calendário de fim de ano dos clubes que iam caindo no Brasileiro. A diferença é que a Seletiva dava uma vaga na Libertadores de 2000 e a participação era obrigatória para quem caía no Brasileirão.

Eliminado na primeira fase da Série A, o Atlético começou sua caminhada na seletiva contra a Portuguesa. Levou 3 a 1 no Canindé, recuperou-se com um 2 a 0 na Arena.

Segunda fase, Atletiba. A virada por 4 a 1 sobre o rival no Couto Pereira encaminhou a classificação, mesmo com a derrota por 2 a 1 no primeiro clássico entre os dois na Arena.

Quartas de final, Internacional como adversário. Em Porto Alegre, empate por 1 a 1. Na Arena, vitória por 2 a 1, vingando a primeira derrota da história do estádio e deixando o clube a quatro jogos do título e da Libertadores.

Na semifinal, duelo com o São Paulo, que havia caído nesta mesma fase do Brasileiro. Com a Arena fechada para um show (acho que foi Sandy & Júnior. Foi mesmo?), a partida foi para o Couto Pereira. Vitória atleticana por 4 a 2 e a chance de classificar-se até com derrota por um gol no Morumbi. E foi o que aconteceu. Com Flávio inspirado, o Furacão perdeu por 2 a 1, mas seguiu em frente.

Na decisão, mais um vez o primeiro confronto em Curitiba. Lucas comandou a vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro. O 2 a 2 no Mineirão só consolidou a conquista rubro-negra e a vaga na Libertadores. Mais um título nacional legítimo.

Quatro taças conquistadas com muito esforço, derrubando gigantes do futebol nacional. Só falta o carimbo do “dotô” Ricardo Teixeira.

O DONO DESTE BLOG ADVERTE: NÃO LEVE A SÉRIO ESSE POST. OS TÍTULOS FORAM BACANAS E LEGÍTIMOS, MAS NÃO SÃO UM BRASILEIRÃO. CADA MACACO NO SEU GALHO.

Etiquetado , ,

Os filhos da revolução

Anderson Aquino

André Luiz

Alessandro Lopes

Ceará

Chicão

Cristian

Davis

Diego Corrêa

Dieguinho

Douglas Henrique

Douglas Santana

Edimar

Élvis

Everton

Flavinho

Fransérgio

Gilson

Guaru

Ígor

Irineu

Ives

Jean

Jéfferson

João Leonardo

João Paulo

Juan

Juninho

Júnior

Kim

Leandro Bocão

Lima

Luiz Camargo

Luís Henrique

Marcelo

Marcelo Toscano

Márcio Diogo

Murilo

Paulo Henrique

Pará

Rodrigo Pimpão

Rogério

Serginho Catarinense

Somália

Thiago Rodrigues

Tiago

Vinícius

Walderi

Wanderson

Wellington Silva

William

Yohei

Estes são os 51 jogadores que o Paraná usou em 2010 até a derrota de sexta-feira, para a Portuguesa. Os quase cinco times montados pela Revolução Paranista, grupo que prometia mudar a história do clube – faltou avisar que seria para pior.

A qualidade técnica da lista, com raras e honrosas exceções, é mínima, digna de quem caminha para a Série C. O Paraná só não está em situação pior por causa de Marcelo Oliveira. O treinador armou um time capaz de endurecer todos os jogos com a dupla Atletiba e até de beliscar a liderança da Série B. Mais do que isso, soube tirar dedicação de um elenco que está desde o início do ano com salário atrasado. Fez o grupo perceber que o direito a greve e o dever de fazer um bom trabalho podem e devem conviver. E foi “premiado” com a demissão.

É provável que alguém evoque uma das verdades absolutas do futebol, de que é preciso “criar um fato novo” para motivar a equipe. Mexer com uma das poucas coisas que funcionam é criar problema novo. No estágio atual, não será trocando treinador que o Paraná reverterá sua tendência de queda.

Etiquetado ,

Em 2010, Coxa constrói acesso sem a sua piazada

Parece pouco provável que o Coritiba tenha uma recaída daqui até o fim da Série B que impeça o seu acesso. Caso a lógica se confirme, será a terceira promoção do clube em 15 anos – sinal, também, de que o Coxa tem passado mais tempo do que deveria longe da Primeira Divisão. A campanha deste ano, porém, tem uma diferença marcante em relação a 1995 e 2007: não há uma forte presença de jogadores da base no time titular.

A equipe vice-campeã de 95 tinha três titulares formados no próprio clube. Alex era o maior expoente, havia sido puxado para o profissional naquele ano mesmo por Paulo Cezar Carpegiani. Paulo Sérgio e Pachequinho, de gerações anteriores, também eram pratas da casa.

Uma presença simbolizada na construção do placar que ratificou o acesso. Os gols do 3 a 0 sobre o Atlético, no 13 de dezembro de 1995, foram marcados por Alex, Auri e Pachequinho, três piás do Couto Pereira. Auri era o reserva imediato de Gralak e Zambiasi. E ainda havia Daniel,  Dirceu, Vilmar, Jétson, jogadores formados no clube que de alguma forma contribuíram para aquele acesso.

No título de 2007 a presença da piazada do Couto Pereira marcou a campanha do título. Keirrison, Henrique e Pedro Ken eram os expoentes. Mas Marlos deu contribuição importante, decidiu jogos. Hugo e Rodrigo Mancha também deram sua participação. O time ficou muito mais marcado por esses garotos do que por veteranos como Edson Bastos, Anderson Lima e Caíco, que também tiveram sua importância.

Na mão inversa está a equipe de 2010. Será o Coritiba de Rafinha, Edson Bastos, Leo Gago, Leonardo, Pereira, Marcos Aurélio, todos jogadores que chegaram prontos e rodados ao Alto da Glória. Lucas Mendes é o garoto que mais participou da campanha até aqui, mas nunca como protagonista e hoje já não mais como titular. Denis, Fabinho Souza, Dirceu e William têm participações esparsas. Lelê e Wanderson às vezes aparecem no banco, nada mais do que isso.

E o mais curioso é que o técnico do Coritiba, Ney Franco, acaba de ser escolhido para treinar a seleção brasileira sub-20 e coordenar as categorias de base da CBF. Claro, Ney tem um histórico de respeito na base, mas no Alto da Glória ele tem olhado pouco para baixo.

Há algumas possíveis leituras que explicam essa omissão. Quando chegou, ano passado, Ney tinha que evitar o rebaixamento do clube no ano do centenário. Natural recorrer aos mais experientes. Neste ano, a necessidade de cumprir parte da campanha sem jogar em casa também recomendava o uso de gente mais tarimbada – e isso fica claro nas contratações prontas feitas ao longo do ano, como Leonardo, Tcheco, Andrade ou Léo Gago.

O que mais pesa, porém, é que o Coritiba não conseguiu formar uma boa geração imediatamente após a subida da piazada de 2007. Rui, Tiago Real e Lucas Mendes são os poucos que “se salvaram” na turma de 2008/2009. As aspas realçam a limitação técnica.

Luccas Claro, Molina, Timbó, Andrezinho e Jânio têm tudo para, em breve, reencontrar os companheiros Dênis e Fabinho Souza. Ao que tudo indica, na primeira divisão, e não para formar mais um grupo de garotos para tirar o Coritiba da Série B.

Etiquetado , , , , ,

Os jogadores trio de ferro

Após alguns dias treinando na Vila Capanema, Lima foi contratado pelo Paraná. É o tipo de negócio que me deixa sempre com o pé atrás.

As pessoas tendem a puxar pela memória os grandes momentos do jogador e Lima teve vários. Foi muito bem no Coritiba, um dos grandes responsáveis por o time ser campeão paranaense invicto de 2003 e conseguir vaga na Libertadores do ano seguinte.

No Atlético, uma performance extraordinária na Libertadores de 2005. Como se isso não bastasse, conquistou a torcida ao cobrar o último pênalti na final do Paranaense, contra o Coritiba, e fazer um dos gols no segundo Atletiba do Brasileiro-2005: 2 a 1, no Couto Pereira.

Os botafoguenses também têm ótimas lembranças do Falso Lento. Jogou muito com a camisa alvinegra em 2006, tanto no Carioca quanto no Brasileiro. E parou por ali. O Paraná contratou um jogador que há quatro anos não faz uma boa temporada. Não quer dizer que vai dar errado, mas a chance de dar certo é menor.

Independentemente do desempenho, Lima aumentará uma lista que já não dá mais para fazer de cabeça, de jogadores que defenderam Coritiba, Atlético e Paraná. Na minha conta ele é o 12º. Listo os outros 11 e convido os visitantes a usar a caixa de comentários para dizer se faltou alguém.

Pedrinho Maradona

Foi o primeiro a completar o circuito. Revelado pelo Atlético, Pedrinho ganhou o apelido famoso ao marcar um antológico gol contra o Vitória, na Fonte Nova, em 1987, similar ao “Gol do Século” feito por El Diez contra a Inglaterra, na Copa de 1986. Sem se firmar no Rubro-Negro, Pedrinho foi para o Guarani, depois voltou ao estado em 1990, como primeiro reforço da história do Paraná Clube. No ano seguinte, fechou o trio de ferro ao defender o Coritiba.

Vica

Mais um integrante do supertime do Coritiba em 1989, Vica ganhou o estadual daquele ano e foi vice na temporada seguinte, embora as lesões o tenham atrapalhado bastante. Depois foi ao Paraná, ajudar o clube a começar a construir sua hegemonia na década. Em 1993, já sem a mesma forma de antes, disputou parte da temporada pelo Atlético.

Serginho

O Cabeção começou sua trajetória no trio de ferro defendendo o Coritiba. Foi campeão estadual em 1989, era um dos destaques daquele time. No fim do ano seguinte, foi para o Paraná em uma negociação polêmica, com direito a acusações de que estaria fazendo corpo-mole. No Tricolor, venceu o Paranaense-91 e a Série B-92. Fechou o ciclo no Atlético, em 94, sem destaque.

Marquinhos Ferreira

Revelação da Platinense nos anos 80, defendeu o Atlético no fim da década – caiu com o time em 1989. Pelo Paraná, seus melhores momentos, campeão estadual em 1991 e da Série B em 1992. Fechou o trio com o Coritiba, em 95. Foi peça importante no retorno à Primeira Divisão nacional.

Pachequinho

Uma das grandes revelações da história alviverde, o ponta-esquerda driblador permaneceu no clube até 1996. No ano seguinte, defendeu o Atlético no Brasileiro. Fechou o trio de ferro em 1998, com uma curta e esquecível passagem pelo Paraná.

Luís Carlos Mattos

Começou sua trajetória pela capital defendendo o Paraná, em 1995 – trabalhou com Vanderlei Luxemburgo no Tricolor. Da Vila Capanema seguiu para a Baixada, formou no Atlético sexto colocado do Brasileiro-96. Pelo Coritiba, em 99, cansou de perder gols, mas ainda assim foi titular durante o Nacional daquele ano.

Edinho Baiano

É o único que pode dizer que deu certo jogando nos três clubes. Afinal, é o único jogador campeão por Coritiba, Atlético e Paraná. No Tricolor, Edinho foi titular em quatro dos cinco títulos do penta (94, 95, 96 e 97). Da Vila o zagueiro seguiu para a Baixada, onde ajudou o Atlético a encerrar a espera de oito anos por um troféu estadual. Passagem pelo Japão, uma passada no Vitória e Edinho desembarcou no Coritiba. Foram três anos de Alto da Glória e mais um Paranaense, invicto, como capitão, em 2003.

Alexandre

O rápido meia-atacante-perdedor-de-gols-do-Iraty começou seu périplo pelo Atlético, em 2000. Integrou o Ventania, que segurava as pontas enquanto o Furacão disputava a Libertadores daquele ano. Em 2002, Alexandre chegou à Vila Capanema. Disputou o Brasileiro daquele ano pelo clube. Três anos mais tarde, ele jogou parte do Nacional pelo Coritiba. Sua saída durante a disputa causou mal-estar na relação entre o Coxa e o presidente do Iraty, Sérgio Mallucelli.

Renaldo

Ele tinha tudo para repetir a trajetória de Edinho Baiano. Afinal, despontou no Atlético como goleador e estrela isolada dos times ruins de doer formados na Baixada entre 1992 e 1993. Voltou ao estado uma década depois, no Paraná, para disputar até a última rodada a artilharia do Nacional com Dimba. Em 2005, foi tirado da Vila Capanema pelo Coritiba, em uma negociação rumorosa, envolvendo até promessa de cessão gratuita do Couto Pereira ao Tricolor. Renaldo fez gol logo na estreia, contra o São Caetano, marcou outro contra o Internacional, no Beira-Rio, e… não fez mais nada de útil, até ter seu contrato rescindido antes ainda do rebaixamento. Ah, sim, o jogo com o Inter, apitado por Edilson Pereira de Carvalho, foi anulado e jogado novamente. Assim, para as estatísticas, Renaldo fez um só gol pelo Coxa.

Reginaldo Vital

Vital surgiu no Paraná em momento ruim, fim dos anos 90. O Tricolor já não era mais hegemônico no estado, começava a revelar menos jogador. Volta olímpica mesmo ele foi dar pelo Atlético, em 2002, no Supercampeonato, após passar um bom tempo no futebol japonês. Depois teve problemas particulares, foi considerado acabado para o futebol. Deu a volta por cima pelo Coritiba, campeão paranaense em 2004. No ano seguinte, porém, caiu com o clube para a Série B. Nos últimos anos tem defendido o Urano, principal potência da Suburbana de Curitiba.

Paulo Miranda

Sem dúvida, uma das grandes revelações do futebol paranaense nos anos 90. Pegou parte do pentacampeonato do Paraná, clube que o revelou. Em 1997, acabou no Atlético após uma polêmica negociação intermediada por Juan Figer. Titular rubro-negro no título estadual de 98, seguiu para a França, onde teve boa passagem pelo Bordeaux, com direito a alguns vindas esparsas para o Brasil. Fechou o trio de ferro em 2006, no Coritiba. Após um bom começo, desmoronou com o restante do time na fracassada tentativa de voltar para a Primeira Divisão.

Etiquetado , , ,

As contas dos organizados-candidatos

Quem passou aqui pelo blog nas últimas duas horas viu um post sobre o patrimônio declarado por Julião da Caveira e Papagaio, presidentes da Fanáticos e da Império, na eleição de 2008, que teve os dois como candidatos a vereador. Pois bem. O amigo e colega de profissão Caio Derosso me alertou nos comentários que as informações presentes no conceituado site do Fernando Rodrigues estavam erradas e me mandou o link correto no site do TSE.

Por isso mudo o conteúdo e o título desse post, coloco o link correto da prestação do Julião e do Papagaio, peço sinceras desculpas a ambos pelo erro e aos poucos e fiéis leitores do Bola no Corpo pela desinformação. Nada que mude um milímetro sequer minha opinião sobre torcidas organizadas e nem o absurdo, ao meu ver, de ter um representante desse tipo de associação eleito vereador ou para qualquer outro cargo público.

E assim inauguro mais uma seção do blog, “Desculpe a nossa falha”, a qual espero usar pouco, mas que sempre será usada sem vergonha alguma quando o blogueiro aqui der alguma canelada.

Etiquetado

Como a Liga dos Campeões explica o futebol paranaense atual

A fase de grupos da Liga dos Campeões começa nesta terça-feira com uma participação reduzida do futebol paranaense. Apenas nove jogadores que têm relação com o estado estão inscritos em algum dos 32 participantes. Um círculo restrito, formado muito mais por atletas que passaram debaixo do nariz dos principais clubes do Paraná sem serem notados do que alguém que realmente tenha feito história nas equipes locais. Um retrato fiel de como a terra das araucárias ainda sofre para mandar suas revelações diretamente para grandes times europeus e para ser dominantes em seu próprio quintal.

Alexandre Pato, o mais famoso da tímida esquadra paranaense, é um ótimo exemplo desta realidade. O pai do atual atacante do Milan queria levá-lo para um teste no Paraná Clube, mas o professor que treinava o então pré-adolescente Alexandre preferiu agendar um teste no Internacional, time de grande torcida em Pato Branco e boa parte das regiões sudoeste e oeste do estado. O menino se desenvolveu e construiu sua breve história no futebol brasileiro vestindo a camisa do clube gaúcho.

Para Alex, hoje no Spartak de Moscou, o que faltou foi alguém disposto a dar-lhe uma chance. Nascido em Cornélio Procópio, ele bateu na porta de vários times da região norte, sem ser recebido. Acabou conseguindo uma oportunidade no Guarani, onde se profissionalizou, mostrou bom futebol, transferiu-se para o Internacional e de lá para a Rússia.

Naldo, zagueiro do Werder Bremen, também precisou trocar o nortão paranaense pelo Rio Grande do Sul. Natural de Londrina, o defensor seguiu ainda adolescente para o RS Futebol, mesmo time que revelou Ederson e Thiago Silva. Da equipe de Carpegiani ele passou ao Juventude e dali para o futebol alemão.

Júlio César, reserva do Benfica, mudou-se para Curitiba ainda menino, atrás do irmão, Darci, goleiro como ele. Os dois passaram pelas categorias de base do Tricolor. Enquanto Darci fazia atuações esparsas na equipe de cima, todos diziam que o grande goleiro da família era Júlio. O torcedor paranista não pôde comprovar, pois antes mesmo de chegar ao time profissional o arqueiro trocou a Vila Capanema por General Severiano. No Botafogo de Cuca, alternou grandes atuações com frangos e algum descontrole emocional. Negociado com o futebol português, fez boas campanhas no Belenenses e conseguiu um contrato com os encarnados na temporada passada.

A Vila Capanema também foi a última parada de Hilton antes de seguir para a Europa. Destaque da Chapecoense, o zagueiro defendeu o Paraná entre 1999 e 2001, quando transferiu-se para o futebol suíço. Foram dois anos de Servette, um de Bastia, cinco de Lens e a chegada ao poderoso Olympique Marseille.

Ter a chance de se destacar em um time da capital foi o que faltou a Brandão, companheiro de Hilton no OM. O atacante fez bons estaduais por Galo Maringá, União Bandeirante e Iraty, mas não o suficiente para merecer um investimento de Coritiba, Atlético ou Paraná. Sua viagem para a Europa teve conexão em São Caetano do Sul. Seus gols pelo Azulão o levaram ao Shakhtar Donetsk, onde brilhou a ponto de chamar a atenção do atual campeão francês.

Apenas três dos nove paranaenses na LC fizeram o caminho ideal – ou quase isso. Jadson, Fernandinho e Adriano fizeram história em times grandes do estado. Saíram da Baixada (os dois primeiros) e do Alto da Glória direto para a Europa, sem a necessidade de fazer um trampolim no futebol paulista. Suas negociações foram o lucro do bom início de década do futebol paranaense, com o trio de ferro consolidado na Série A e sempre pelo menos um vértice na parte de cima da tabela, brigando por título ou Libertadores.

Os três jogadores deram o azar, apenas, de cair em times “ruins de negócio”. Adriano chegou ao Sevilla em 2005, mas somente agora conseguiu a transferência para um time maior, o Barcelona. Os atleticanos chegaram no mesmo ano ao Shakhtar, também famoso por não ceder suas joias por pouco dinheiro, o que explica eles ainda jogarem em um centro periférico da Europa.

Rafinha perfeitamente poderia engrossar essa lista, mas inexplicavelmente preferiu sair do Schalke 04 no momento em que o clube formou um elenco poderoso, para defender o Genoa. Como também poderiam estar no torneio Henrique e Keirrison, negociados com o Barcelona, mas sem nunca ter efetivamente vestido blaugrana. Henrique até disputou pedaços de amistosos, mas emplaca sua segunda temporada emprestado ao Racing Santander, que só vai chegar à LC no dia do Juízo Final. Já o K9, que poderia muito bem estar defendendo o Benfica, acabou voltando para Santos e verá o principal torneio de clubes da Europa pela TV.

Participação discreta, revelações escapando pelos grandes públicos, papel secundário, decepções de onde mais se esperava um bom desempenho. O papel paranaense na Liga dos Campeões 2010/2011 não poderia ser mais condizente com o quadro atual do futebol no estado.

Etiquetado , , , , , , , , ,
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.