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Um banco para Baier

Dá gosto de ver Paulo Baier jogar. Ele não é um craque. Sua maestria está em descobrir atalhos. Em um futebol cada vez mais corrido, Baier faz o simples: pensa. O raciocínio tira os zagueiros acéfalos do caminho, economiza energia, garante as vitórias. Paulo Baier dá exemplo para qualquer profissão, faz lembrar que a inteligência ainda prevalece sobre o vigor e a intensidade.

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Um brinde para Triguinho


A decisão correta do Marcelo Oliveira de escalar os reservas deu a possibilidade de rever alguns jogadores, conhecer melhor outros. Vanderlei foi fantástico. Fez grandes defesas, pelo menos um milagre. Maranhão e Éverton Ribeiro fizeram seus melhores jogos, justificaram  o currículo que têm. Walisson e Luccas Claro sentiram um pouco a estreia, mas foi bom demais ver os dois guris juntos. Dejair foi discreto e útil. Marcos Paulo e Leonardo lembraram seus melhores momentos. Tcheco foi importante. Anderson Aquino acabou com o jogo.

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No ensaio, Coritiba diz “sim” com convicção

Não fosse uma certa correria entre ontem e hoje com parentes que vieram passar o fim de semana em São Paulo, eu teria parado em frente ao laptop para escrever uma prévia de Coritiba x Vasco. O mote até já estava escolhido. Compararia o jogo a um ensaio de casamento. Nunca estive em um, meu casamento foi na linha quem sabe faz ao vivo. Mas tenho informação suficiente para identificar o sentimento de obra incompleta que cerca tal coletivo apronto. Todos os personagens estão ali, o roteiro é o que vale, eventualmente há algum convidado, mas faltam a adrenalina e o caráter decisivo da hora do pega pra capar (sem trocadilho).

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Ele ainda é o Lucas

 

Confesso ter ficado feliz e duplamente satisfeito com os dois gols do Lucas contra o Iraty. Parte da satisfação, admito, é pessoal, quase mesquinha. Escrevi sobre o cara sugerindo que as pessoas fossem ao estádio vê-lo e ele faz dois gols. Passa aos leitores a impressão de “Nossa, esse cara sabe muito”. Bobagem pura. Escrevi que valia a pena ver Lucas somente por tudo o que ele representa para o Atlético. Eu não apostaria um dólar no doblete de Lucas. Também continuo tendo dúvidas da eficiência dele contra adversários mais fortes. Mas, enfim, eu escrevi e calhou de ele fazer dois gols. Jornalismo muita vezes é sorte.

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O favorito

Não acompanhei o suficiente o noticiário pré-Paratiba para saber qual das seguintes frases foi dita mais vezes pela turma do Coritiba: “Clássico é clássico”; “Dentro de campo são 11 contra 11″; “Retrospecto não ganha jogo”; “É preciso respeitar o adversário”; “Do outro lado também tem um grande clube, com homens vestindo a sua camisa”. Tudo para disfarçar o indisfarçável, negar o inegável. O Paratiba deste domingo tem um favorito escancarado. Tão favorito que mesmo uma vitória sofrida será capaz de deixar um sorriso amarelo no rosto dos jogadores e torcedores do Coritiba.

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O caminho é pela Briói

O Diário Catarinense traz neste domingo um balanço da década do futebol barriga verde, definitivamente um período de recuperação para os clubes de lá. E, dado preocupante, a diferença entre Santa Catarina e o Paraná diminuiu muito – por competência deles, incompetência nossa. Continue lendo

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O mais feliz Natal rubro-negro

Há nove anos eu estava chegando de São Caetano do Sul. Com bagagem e tudo, fui para a redação da Gazeta do Povo escrever o dia seguinte à conquista do título brasileiro pelo Atlético, na véspera. Era minha primeira grande cobertura na editoria de esportes.

Uma cobertura totalmente casual. Pouco mais de um mês antes, eu havia transferido do Fun e da Gazetinha para o esporte. Por acaso fui escalado para cobrir Vitória x Atlético, da redação, pela última rodada da primeira fase. O titular, Rodrigo Sell, estava de folga. Fiz o jogo do Barradão, os dois dias de preparação para o jogo com o São Paulo e acabei ficando até o fim. Continue lendo

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Vai com Deus, guri – Aurélio Almeida

Aurélio Almeida é o sujeito que enfiou o Grêmio Maringá em um buraco maior do que aquele que já enfrentava. Comprou o nome do time, fez dívidas pela cidade e foi embora, deixando o time inativo. Passou por Toledo, com o Império do Futebol, e por Curitiba, com o Real Brasil. Nos dois deixou inúmeros jogadores sem salário, fornecedores e prestadores de serviço sem receber. Continue lendo

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A mágoa de Alex Mineiro

Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo/ Flickr

Alex Mineiro falou pela primeira vez desde a sua saída do Atlético. Foi para o Osmar Antônio, em entrevista veiculada domingo à noite pela Banda B. Três pontos me chamaram a atenção:

 

1 – Alex Mineiro diz ter tirado 200 mil reais do bolso para ajudar a pagar o seu empréstimo ao Atlético, ano passado. Denota a consciência do jogador de que não havia mais espaço para ele no Grêmio, mas também uma vontade incomum de voltar para a Baixada. O episódio, se for real, só fará reforçar a idolatria dos atleticanos pelo atacante;

2 – Claramente Alex vê Carpegiani como o grande vilão da sua saída, o cara que disse que ele não servia mais. Não vou entrar no mérito da história de Alex no Atlético, que é belíssima e inabalável. Mas treinador não pode se apegar a isso. Tem de ver o quanto o jogador pode ser útil para o time e Alex Mineiro claramente era um peso no elenco rubro-negro. Carpegiani pensou com a cabeça de técnico e fez o que deveria fazer;

 

3 – Alex também reclamou de Marcos Malucelli, que não interveio quando Carpegiani o afastou. Concordo em partes. Se o afastamento foi técnico, dirigente nenhum tem que se meter, não é da alçada do presidente. Mas Malucelli deveria ter cuidado para que a saída de Alex Mineiro fosse condizente com o que ele fez pelo Atlético. Nisso, o cartola-mor da Baixada errou.

 

E o pior de tudo é ver que há grandes possibilidades de a história entre Alex Mineiro e Atlético, tão especial dentro de campo, acabar nos tribunais. As duas partes poderiam fazer uma força para evitar este desgaste.

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No futebol és um traço…

Hoje tem Atlético x Vasco na Arena. O rei do 1 x 0 contra o rei do empate, o que leva à conclusão de que, caso o jogo fosse no fim de semana, valia cravar um duplo na loteria. No caminho para casa, ontem excepcionalmente cumprido de metrô, comecei a lembrar de alguns episódios comuns das duas equipes. Claro, tem jogos, mas também personagens s e até camisa. Espero que gostem. Prometo repetir o formato outras vezes.

8 – Rubro-negro e cruz-maltino

É uma camisa de matar qualquer vascaíno do coração, fazê-lo acreditar que o Juízo Final chegou e ele foi para o inferno. Um modelo único de camisa usada pelo Atlético nos anos 70, igual à do Vasco, mas com as cores do Furacão – e do Flamengo.

7 – Petraglia x Eurico

Dessa não há registro fotográfico ou em vídeo, apenas o testemunho dos principais dirigentes de clube do Brasil. Em 2004, os presidentes de Atlético e Vasco discutiram rispidamente em uma reunião do Clube dos 13 sobre formas de gestão. O bate-boca por pouco não virou troca de socos.

6 – Roberto Costa

Um dos maiores goleiros do Brasil nos anos 80 foi ídolo na Baixada e em São Januário. Em 1983, levou a Bola de Prata com a camisa 1 atleticana. Em 1984, repetiu a dose com a camisa 1 vascaína. Nos dois anos faltou o título para coroar a ótima performance individual.

5 – Atlético 6 x 4 Vasco

Já em situação confortável no Brasileiro, o Atlético olhava com um pouco mais de atenção para a Sul-Americana quando recebeu o Vasco, para o jogo com maior número de gols na história da Arena. Curiosidades: o jogo teve duas viradas para cada lado; Paulo Rink foi titular; Marcos Aurélio e Andrade, ambos hoje no Coritiba, foram os artilheiros da partida, com dois gols cada.

4 – Eurico entra em campo

Em 2001, o Brasil sofreu um apagão e passou a fazer racionamento de energia elétrica. O futebol foi afetado, vários jogos passaram a começar às 14 horas, para não consumir luz artificial. Este deveria ser o horário de Vasco x Atlético do dia 26 de agosto de 2001. Mas Eurico Miranda não quis. Entrou em campo e avisou ao árbitro Wilson de Souza Mendonça que o jogo começaria às 15 horas. Wilson baixou a cabeça. O Atlético, que já aquecia, voltou para os vestiário atônito. Quando a bola rolou, 4 a 0 para o Vasco.

3 – Antônio Lopes

O maior título da história do Vasco teve Antônio Lopes no banco. E no jogo mais importante que o Atlético já disputou também era o Delegado quem dava as ordens. Merece o terceiro lugar.

2 – 2004

Para o Atlético, valia o bicampeonato nacional. Para o Vasco, a permanência na Série A. Na penúltima rodada do Brasileiro de 2004, os dois times se enfrentaram em São Januário em clima de guerra. Eurico Miranda inflamou o confronto durante toda a semana, com provocações e uma promoção de ingressos para lotar o estádio. Boa parte da torcida atleticana ficou presa na Avenida Brasil e nem viu o jogo. Em campo, um Atlético irreconhecível levou 1 a 0 do Vasco e jogou o título no colo do Santos.

1 – Atlético 7 x 2 Vasco

Renato Gaúcho, técnico do Vasco, deu a melhor definição para o massacre rubro-negro no Brasileiro de 2005: “Hoje até uma mulher grávida faria gol na gente”.

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