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A demissão de Ricardo Pinto e a fábrica tricolor de técnicos

A demissão de Ricardo Pinto vem na hora errada. Errada porque já deveria ter ocorrido antes. Ricardo ainda precisa ganhar mais experiência antes de pegar um rabo de foguete como o Paraná atual. Deveria ter sido trocado logo após o Paranaense. Poderia ser pior. O clube poderia levar um turno inteiro para se convencer da aposta ruim, mas de qualquer maneira já perdeu três rodadas.

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Refinanciamento de promessas

Curioso que no mesmo dia em que Aramis Tissot criticou a Gazeta do Povo pela cobertura dos problemas financeiros do Paraná (criticou, mas não negou), a rescisão de contrato do atacante Diego tenha sido publicada no BID. Hoje o mesmo Boletim Informativo Diário trouxe o desfecho óbvio do episódio: Diego registrado como jogador da Traffic e reemprestado ao Tricolor. Na economia do dia a dia, um refinanciamento, como estes de veículos oferecidos a cada esquina.

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Por uma revolução verdadeira

E vamos dormir sem saber o que será do futuro paranista. Tudo bem. Aquilino Romani e toda a diretoria foram dormir na mesma situação. Aliás, qual foi a última noite em que Aquilino e seus companheiros foram para a cama com o futuro do clube cristalino na cabeça? Nem eles devem lembrar.

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A bomba-relógio do Professor Miranda

E como se já não bastasse o fogo muy amigo entre Roberto Cavalo e Paulo César Silva, o Paraná ainda recebeu a notícia de que a L.A. Sports pediu a penhora do dinheiro referente à venda de Kelvin para quitar uma dívida da negociação de Thiago Neves, há quase cinco anos. Como nas piadas de médico, a história segue com uma notícia boa e outra ruim. A boa é que a Justiça recusou o pedido; a ruim é que foi porque o dinheiro já está comprometido para quitar uma dívida com o Vitória.

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Vai com Deus, guri! Paulo César Silva

A situação de Paulo César Silva ficou insustentável no Paraná após a entrevista de Roberto Cavalo, hoje à tarde. O treinador reclamou, com razão, de ter sido “demitido” pelo dirigente via imprensa e da divulgação de uma lista de dispensas de jogadores que acabaram não sendo dispensados.

Roberto Cavalo tem sua boa parcela de culpa no fracasso do Paraná. Indicou jogadores que não serviriam nem para completar time em uma pelada imprensa x comissão técnica. O dinheiro para contratar era curto? Era. Cavalo sabia disso. E topou jogar com essa regra. A partir daí, torna-se co-responsável por aquilo que der errado. Da mesma forma que tem mérito por ter tirado duas vezes o Tricolor do risco do rebaixamento à Série C para terminar as duas últimas edições da Segundona de forma digna.

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Cinco jogos depois…

Quando decidi dar um prazo de cinco jogos para analisar o Paraná, tinha a esperança de poder fazer uma boa avaliação da equipe. Dizer que as indicações de Roberto Cavalo foram precisas. Que a política do bom e barato triunfou. Que o Tricolor, do nada, montou um time capaz de rivalizar com os endinheirados (para os padrões locais) Atlético e Coritiba. Que havia claramente uma base para, com alguns reforços, brigar pelo acesso no Brasileiro. Que Aquilino Romani realmente estava certo ao dizer com um milhãozinho a mais o clube teria subido.

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A era da suposição

Kerlon construiu sua carreira a partir da suposição de que se tornaria um craque. Ao ver a repercussão causada pelo drible da foca no Sul-A­­me­­ricano Sub-17 de 2005, o Cru­­zeiro supôs que ele seria um bom reforço para o time profissional e o promoveu. Lá Kerlon teve curtas se­­quências de jogos, seguiu aplicando seu drible invariavelmente em partidas já decididas. Então o em­­presário Mino Raiola supôs que aquele garoto era valioso e pagou 1,3 milhão de euros para tirá-lo do Cruzeiro e colocá-lo no Chievo.

 

Início da coluna de hoje, em que eu falo sobre Kerlon, novo reforço do Paraná. Mais exatamente por ele ter avançado na carreira em cima do craque que se esperou que ele ainda possa se tornar, não efetivamente daquilo que ele realmente fez em campo. E a partir daí faço toda uma reflexão sobre mercado do futebol, ser, parecer, essas coisas. Enfim, uma bela viajada, mas ficou bacana.

 

Aproveito para me desculpar pela sumida. Fechamos a revista ESPN de fevereiro ontem e mal sobra tempo para dormir, o que dizer pensar em coisas legais para escrever aqui no blog. Amanhã eu volto ao ritmo normal. Por enquanto, leiam a coluna e comentem aqui.

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Superegos

Na entrevista coletiva após a derrota para o Rio Branco, Roberto Cavalo estimulou o trocadilho infame com seu apelido ao dar explicações ásperas para a derrota paranista. Domingo foi a vez de Marcelo Oliveira recusar-se a responder duas simples questões: “Por que Davi não foi relacionado?” e “Por que Lucas Mendes não entrou no lugar de Rafinha, uma bomba-relógio prestes a explodir?”. As duas reações são sinais dos tempos atuais.

 

Assim começa a coluna desta terça-feira, na Gazeta do Povo. Falo da irritação injustificada dos treinadores, que exigem valorização e reconhecimento, mas são incapazes de aceitar um confronto às suas ideias, mesmo quando elas dão claramente errado. Como prometido, também retorno ao tema da sexta-feira passada, o quanto o Coritiba está preparado para o dia em que a empresa que tem relação com oito jogadores do elenco simplesmente decidir ir embora. Leia , comente aqui.

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Kerlon no Paraná traz uma certeza e várias dúvidas

A única certeza sobre a contratação de Kerlon pelo Paraná é que já funcionou como marketing. O Foquinha esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil e todos os sites de notícia deram o acerto dele com o Tricolor. Será assim também quando ele estrear, fizer gol, der o famoso drible da foca. Segundos, centímetros e bytes gratuitos de boa divulgação para o clube. Fora isso, tudo é incerteza. A começar – e principalmente – pela questão mais crucial de todas: Kerlon está apto a jogar?

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FAQ do Paratiba

O superfavoritismo do Coritiba, apregoado inclusive aqui neste blog, desfez-se no gramado molhado da Vila Capanema. Não apenas por causa da chuva, claro, embora ela tenha dado sua contribuição. Como também ajudaram Jéci, Marcelo Oliveira, Rafinha, Roberto Cavalo, Tito e muitas outras situações de um clássico ruim tecnicamente, mas gostoso de assistir, com os dois times tendo até o apito final de Héber Roberto Lopes a chance de ficar com a vitória. No fim, o favoritismo alviverde encolheu tanto que o Paraná acabou merecendo mais a vitória do que o rival. Neste post, um FAQ ajuda a entender o 12º Paratiba da Vila Capanema.

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